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terça-feira, 6 de outubro de 2009

Crise política em Honduras

Importante assunto de Geopolítica para ser trabalhado em sala de aula ou para ser pesquisado pelos alunos.

Segue abaixo alguns links com informações importantes:

Perguntas e respostas sobre os conflitos e a crise política em Honduras:
http://tinyurl.com/lr5at3

Golpe militar em Honduras na Wikipedia:
http://bit.ly/34qHmR

latuffzelaya-field

Charge do cartunista Carlos Latuff.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Animações e Jogos on-line

aprender é legal

Para você professor (a) que deseja levar seus alunos para participarem de uma aula no laboratório de informática da escola, esse site pode ajudar bastante.

São 200 jogos sobre diversos assuntos de GEOGRAFIA:

Acesse agora:

http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?lista=geografia

O site disponibiliza, também, animações e jogos sobre MEIO AMBIENTE:

http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?lista=meio-ambiente

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Geoaulas em power point (Ed. Saraiva)

A editora Saraiva está disponibilizando várias aulas em power point, produzidas pelos professores Elian Alabi Lucci e Anselmo Lazaro Branco.
Aulas disponíveis:
  • As paisagens do Brasil;
  • As paisagens e o espaço geográfico;
  • Capitalismo e formação do espaço mundial;
  • Formação territorial e questões ambientais;
  • Geopolítica atual;
  • Geopolítica e economia mundial;
  • Globalização;
  • Globalização II;
  • Lugar, espaço geográfico e sociedade;
  • Regionalização do Brasil;
  • Revolução técnico-científica;
  • Universo e sistema solar;
  • Planeta Terra: características e movimentos;
  • A paisagem natural brasileira e a questão ambiental;
  • A divisão Norte-Sul;
  • Europa: quadro natural;
  • Orientação no espaço geográfico;
  • Planeta Terra: características e movimentos;
  • Regionalização do Brasil;
  • Representação do espaço geográfico;
  • Revolução técnico-científica;
  • Rússia e CEI;
  • Sociedade de Consumo e Desenvolvimento Sustentável;
  • O Universo e o Sistema Solar;
  • Urbanização.
BAIXAR TODAS AS AULAS:
OPÇÃO 1 (4SHARED)

OPÇÃO 2 (ZSHARE)
OPÇÃO 3 (EASY-SHARE)


BAIXAR SEPARADAMENTE:

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Regrinhas para resolver exercícios de fusos horários

1º Leia o enunciado da questão e identifique a cidade-origem (aquela que o exercício já apresenta a hora local) e a cidade-destino (aquela que o enunciado deseja que você descubra a hora certa). Veja o exemplo:

(UFJF) Em função dos fusos horários observados no território brasileiro, quando, na cidade de Recife (GMT: –3), forem 6h, quantas horas serão na cidade de Porto Velho (GMT: –4), não considerando o horário de verão?

cidade-origem: Recife-PE

cidade-destino: Porto Velho-RO



2º Em seguida, descubra a diferença de fusos entre essas duas localidades, aplicando a seguinte regra:

GMT + com GMT + ==> SUBTRAIA (menos)

GMT – com GMT – ==> SUBTRAIA (menos)

GMT + com GMT – ==> SOME (mais)

No exercício citado acima, temos:

GMT – com GMT –, portanto, subtraia:

4 – 3 = 1

A diferença entre Recife e Porto Velho é de apenas 1 fuso horário.



3º Depois de calculada a diferença de fusos, deve-se descobrir se o(s) fuso(s) horário(s) são adiantados ou atrasados em relação a cidade-origem.

Em direção ao leste ==> fusos adiantados (soma)

Em direção ao oeste ==> fusos atrasados (subtração)

W (oeste) ________________ (leste) E

– atrasados _________ adiantados +

No exercício citado acima, temos um deslocamento em direção ao oeste, portanto devemos subtrair 1 fuso horário à hora local da cidade-origem.

W (oeste) ... - 8, - 7, - 6, - 5, - 4, - 3, - 2, - 1, 0, + 1, + 2... E (leste)



4º No fim, deve-se somar ou subtrair o(s) fuso(s) à hora da cidade-origem, apresentada na questão.

6h (hora do Recife) – 1 (fuso horário) = 5h (hora de Porto Velho)



Exercício resolvido

O jogo “Brasil x Austrália” da Copa do Mundo da Alemanha será exibido aqui no Brasil (horário de Brasília: GMT: – 3) no dia 18 de junho às 13 horas. A que horas os jogadores entrarão em campo no horário alemão (GMT: + 1)?

localidade-origem: Brasil (GMT: – 3)

localidade-destino: Alemanha (GMT: + 1)

GMT – com GMT +, portanto, soma-se: 3 + 1= 4

Deslocamento em direção ao leste, portanto, soma-se:

W (oeste) ... - 5, - 4, - 3, - 2, - 1, 0, + 1, + 2... E (leste)

13h (horário do Brasil) + 4h (fusos horários) = 17h (horário da Alemanha)



QUESTÕES ENVOLVENDO GRAUS

Simples: basta transformar os graus em GMT.

Para isso divida-o por 15º e se for W (oeste), o GMT será negativo (–), se for E (leste), o GMT será positivo (+).



Exercícios resolvidos

(FUVEST) A cidade de São Paulo está situada no fuso horário 45 graus oeste. Quando em São Paulo forem 13 horas, que horas serão numa cidade localizada no fuso 75 graus Leste?

Transformando graus em GMT:

São Paulo: 45ºW ÷ 15º = GMT –3

Outra cidade: 75ºE ÷ 15°= GMT +5

cidade-origem: São Paulo (GMT: –3)

cidade-destino: outra cidade (GMT: + 5)

GMT – com GMT +, portanto, soma-se: 3 + 5= 8

Deslocamento em direção ao leste, portanto, soma-se:

W (oeste) ... - 5, - 4, - 3, - 2, - 1, 0, +1, + 2, +3, +4, +5, +6... E (leste)

13h (horário de São Paulo) + 8h (fusos horários) = 21h (horário da outra cidade)



(UEG 2005) Um avião decolou do aeroporto da cidade A (45°W) às 7 horas com destino à cidade B (120°W). O vôo tem duração de oito horas. Que horas serão na cidade B quando o avião pousar?

Transformando graus em GMT:

Cidade A: 45ºW ÷ 15º = GMT –3

Cidade B: 120ºW ÷ 15°= GMT –8

cidade-origem: A (GMT: –3)

cidade-destino: B (GMT: –8)

GMT – com GMT –, portanto, subtrai-se: 8 – 3 = 5

Deslocamento em direção ao oeste, portanto, subtrai-se:

W (oeste) ... - 9, - 8, - 7, - 6, - 5, - 4, - 3, - 2, - 1, 0, +1, + 2,... E (leste)

7h (horário da cidade A) – 5h (fusos horários) + 8h (duração do vôo) =

10h (horário da cidade B quando o avião aterrissar)

segunda-feira, 30 de março de 2009

Mundo Global visto do lado de cá.

ENCONTRO COM MILTON SANTOS

Gênero: Documentário
Duração: 89 minutos
Direção: Silvio Tendler

DOWNLOAD:

Badongo

Torrent

Última entrevista gravada com o professor Milton Santos no dia 4 de janeiro 2001. Num total de nove partes, o vídeo aborda a temática da globalização e seus efeitos, sobretudo, nos países subdesenvolvidos do planeta.

Parte 1 (Introdução)

Nessa primeira parte, é feito um resgate histórico do processo globalizatório divido em: a primeira globalização (iniciada no século XVI a partir das grandes navegações marítimas) e a segunda globalização (intensificada no final do século XX, após o colapso do mundo socialista, a queda das barreiras, o advento da terceira revolução industrial e construção de um espaço “fluido”).

O vídeo exemplifica as desigualdades sociais entre os países e como estas se intensificaram após a consolidação da globalização.

Para Milton Santos, existem três mundos:

O mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula.

O mundo tal como ele é: a globalização como perversidade.

E o mundo tal como ele pode ser: o mundo como possibilidade... “uma OUTRA globalização.

Frase bacana: "o consumismo é o maior dos fundamentalismos" Milton Santos

Parte 2 (Neoliberalismo)

Nessa segunda parte, o vídeo mostra as conseqüências desastrosas do receituário neoliberal do Consenso de Washington para a América Latina. Em Quito (Equador), em Cochabamba e La Paz (Bolívia), em Buenos Aires (Argentina) e no Rio de Janeiro (Brasil) pessoas se revoltam contra a desnacionalização de suas economias e a onda de desemprego e falências.

Para Milton Santos, as empresas transnacionais, consideradas “centros-frouxos”, fogem ao controle dos Estados, desorganizam os territórios e não se comprometem com a realidade social dos países. Essa produção descentralizada (fábrica global) é exemplificada, no vídeo, com o caso da empresa estadunidense Boeing que recebe componentes de seus aviões de mais de 300 fornecedores do mundo inteiro.

Frase bacana: “A ilusão da moeda controlada e do consumo forte anestesiou a população mediante as “privatizações-saques”. (“saques” por minha conta)

 

Parte 3 (Desemprego, Fome e Água)

Nessa terceira parte, o vídeo denuncia a perversidade da exploração do trabalho no mundo globalizado. Empresas como a Nike, por exemplo, espalham-se mundo a fora em busca de mão-de-obra extremamente barata e custos baixos para a produção e geram, com isso, desemprego em seu país de origem. Com a globalização, o desemprego aumentou assustadoramente, os pobres ficaram ainda mais pobres e a classe média perdeu em qualidade de vida. Hoje, 1,5 bilhão de pessoas vive com menos de US$ 1,00 ao dia.

Para Milton Santos, o planeta consegue produzir uma quantidade suficiente para alimentar todas as pessoas. O problema não é a quantidade de comida, mas como está distribuída. São os mecanismos globais é que decidem quem deve ou não comer.

O vídeo aborda a questão da privatização da água por algumas empresas transnacionais e os movimentos sociais que contestam, afirmando que á água é um bem global.

Frase bacana: “A humanidade se divide em dois grupos: o grupo dos que não comem e o grupo dos que não dormem, com medo da revolta dos que não comem”. Josué de Castro.

 

Parte 4 (Imigração e o poder da mídia)

A maior contradição da globalização é apresentada nesse vídeo: a livre circulação de mercadorias, informações e capitais contrasta com os sólidos muros da internacional capitalista que impede a circulação dos indivíduos em busca de emprego, comida, água e paz. EUA e Europa travam guerras constantes para evitar a entrada de imigrantes em seus territórios.

Outra abordagem do vídeo é o poder midiático como ideologia sustentadora da globalização-fábula. Seis empresas controlam 90% da mídia mundial. Os acontecimentos noticiados são interpretados de acordo com interesses predeterminados, uma vez que as agências de notícia pertencem às grandes empresas. Esses meios de comunicação erigiram o livre mercado como pensamento único, como motor da globalização econômica e, assim, anunciaram o fim da história.

Para Milton Santos, esses meios de comunicação controlam de maneira extremamente eficaz a interpretação das coisas que se passam no mundo. A repetição servil dos textos e das imagens não nos permite aferir as notícias.

Frase bacana: “A informação é o grande instrumento da grande finança, instrumento do processo de globalitarismo e de formas totalitárias de vida”. Milton Santos

 

Parte 5 (A técnica como plataforma para a liberdade)

Essa parte mostra como novas técnicas contribuem para a emancipação das comunidades indígenas, as comunidades periféricas e os movimentos populares. O acesso aos novos meios de telecomunicação, microeletrônica e informática (telemática) proporcionam a criação de novas formas mobilização na periferia.

Para Milton Santos, podemos ser universais sem perder a nossa cultura, sem deixar de sermos “indígenas”. A possibilidade de acesso aos meios da telemática possibilita à periferia criar novas formas de inventar/reinventar o mundo, formar opinião e debater assuntos centrais.

 

Parte 6 (A Revanche da Cultura Popular)

Nessa parte, o documentário expõe uma verdadeira rebelião da cultura popular sobre a cultura de massa utilizando instrumentos que, originalmente, foram criados no berço da cultura padronizada.

Para Milton Santos, “o mundo como possibilidade” só poderá ser construído pelos atores de baixo (populações pobres, países pobres e continentes pobres). Combates silenciosos estão sendo travados nos bastidores da geopolítica mundial: o fortalecimento do islã, a revolução educacional da Índia e o sucesso econômico da China, que combina planejamento estatal com mecanismos de mercado.

 

Parte 7 (Os olhares do sul)

Intelectuais africanos e latino-americanos afirmam que esses dois continentes podem oferecer ao mundo uma possibilidade de coexistência pacífica, de alternativas à sociedade de consumo que alimenta as guerras e dizima populações.

Para Milton Santos, nós devemos pensar esse mundo novo a partir de nós mesmos. Devemos deixar de imitar os europeus e os norte-americanos e construir nossa visão de mundo Afirma que existe a ética dos poderosos (que não é uma ética), a ética dos que não tem nada e a ética dos desesperados que encontram na violência o caminho para a mudança. A ética dos poderosos encontra respaldo no direito e nas decisões judiciais, porém, a ética dos pobres começa a ganhar voz na sociedade e criar bases históricas para uma mudança eficaz que atenda a maioria.

 

Parte 8 (Polifonia Política)

Nessa parte, o vídeo apresenta a forma de organização do maior movimento social do Brasil: o MST. Demonstra como o movimento criou novas formas de solidariedade e cidadania através de novos mecanismos de reivindicação. Com o fracasso da democracia, os movimentos populares optaram pela ação direta, pela invasão das ruas, dos prédios públicos e das fazendas improdutivas como forma de protesto.

Para Milton Santos, apesar das formas organizadas e desorganizadas de reivindicação, somente através do Estado é que as mudanças virão. Santos descarta o papel das ONG’s e do terceiro setor, uma vez que estes atendem somente a determinados setores da sociedade. O Estado é que está imbuído de realizar as mudanças socializantes, porque as fontes criadoras de desigualdades sociais foram engendradas por meio deste.

Frases legais:

“Nós, a classe média, não queremos direitos, queremos privilégios”. Milton Santos

“Feita a revolução nas escolas, o povo a fará nas ruas”. Florestan Fernandes

 

Parte 9 (Por uma outra Globalização)

Para Milton Santos, a globalização é uma forma de totalitarismo, assim como o nazifacismo. A sociedade atual afirma a liberdade e, ao mesmo tempo, a nega. Formas de ação que fogem do padrão são rapidamente censuradas e punidas. A globalização produz esse globalitarismo, que existe para reproduzir a globalização.

Uma outra globalização é possível se nós estivermos dispostos a transgredir os valores da globalização perversa para que possamos construir uma humanidade solidária.

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

Espaço, Paisagem, Lugar, Região e Território.

Espaço

Espaço – na Geografia (em outras ciências é diferente), o espaço é concebido como uma porção especifica da superfície da Terra, cuja interação entre natureza e ser humano, reflete na reprodução social e na construção da paisagem. (Prof. Geraldo Lopes)

Outros conceitos de Espaço Geográfico:

“espaço geográfico é a união dos elementos físicos e culturais da paisagem” (Prof. Roberto Lobato Corrêa)

“espaço geográfico é a natureza socializada, pois, muitos fenômenos apresentados como se fossem naturais, são, de fato, sociais” (Prof. Milton Santos)

“o espaço é formado por elementos naturais ou artificiais construídos pelo homem, ou seja, a inter-relação existente entre sociedade e natureza delimitada numa porção da superfície terrestre.” (Prof. Humberto Catuzzo)

Paisagem

Paisagem natural – é a paisagem sem a ação modificadora do homem, ou seja, as bases geológicas (geognóstica) e climáticas (vegetacional).

Paisagem cultural – é modelada a partir de uma paisagem natural por meio de um grupo cultural. A cultura é o agente, a área natural é o meio e a paisagem cultural é o resultado.

Lugar

Base da reprodução da vida (vivência afetiva) e pode ser analisado pela tríade habitante-identidade-lugar. O “não-lugar” são lugares de passagem, como aeroportos, estradas, supermercados, local de trabalho etc., não existindo uma relação ou mesmo uma identidade com o indivíduo. Local está relacionado a um determinado ponto de um lugar (coordenada geográfica)

Região

O conceito de região esta correlacionado com continuidade e contigüidade (vizinhança), possuindo delimitação e características semelhantes. Varia conforme as escolas geográficas. Tipos de regiões na Geografia:

  • Região Determinista: (o meio sobre o homem) região natural, ambientalista, descritiva, sem evolução, idiográfica, que segue as características físicas, qualitativa da Escola Alemã.
  • Região Possibilista: (o homem sobre o meio) não estática, possui evolução, interação entre os elementos da paisagem, positivista. Escola Francesa.
  • Região Teorética: (a matemática) também chamada de “Nova Geografia”, uso de modelos matemáticos, visão globalizada e métodos quantitativos.
  • Região Marxista: (o trabalho humano) também chamada de “Geografia Critica”, proposta com uma clara definição metodológica, fundamentada no materialismo histórico e dialético, baseado no marxismo. A delimitação da região na visão critica se dá a partir do melhor meio para a reprodução do capital, sendo o Estado apenas mediador entre mercado, capital e força de trabalho.
  • Região humanista: (tempo e cultura) utiliza-se do espaço vivido, numa revalorização da paisagem e uso da linha fenomenológica, não existindo a neutralidade. Na região humanista é considerada a consciência que o homem possui de diferentes espaços e padrões culturais, próprios de cada sociedade e tempo histórico.
  • Região Nodal: (a rede urbana) refere-se ao “nó” da circulação entre ao cidades (equivale às modernas regiões metropolitanas) influência do centro urbano sobre as demais áreas.
  • Região Histórica: (a história) é toda história da influência progressiva do homem sobre o espaço (formas de apropriação agrícola, rural e urbana) que constitui o fator principal de unidade de paisagem numa certa porção do espaço (região).
  • Região Natural: (a natureza) refere-se à certas partes do espaço que o meio físico que marca mais nitidamente o conjunto da paisagem e, por conseqüência, delimitam a região.
  • Região Econômica: (a economia) é quando a amplitude da atividade industrial marca por toda parte a paisagem.

Território

Está ligado ao poder, dominação e conquista. O território é todo espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder, podendo ser contíguo ou fragmentado, variando de um quarteirão dominado por uma quadrilha de traficantes e/ou até um bloco constituído pelos paises membros da OTAN.

Extraído do site Geografia Fácil.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

A Cidade Liberta ou Aprisiona o Homem?

Roteiro para uma aula de Espaço Urbano para Ensino Médio:

Alguns esclarecimentos sobre categorias de análise da Geografia:

Espaço

Espaço – na Geografia (em outras ciências é diferente), o espaço é concebido como uma porção especifica da superfície da Terra, cuja interação entre natureza e ser humano, reflete na reprodução social e na construção da paisagem. (Prof. Geraldo Lopes)

Outros conceitos de Espaço Geográfico:

“espaço geográfico é a união dos elementos físicos e culturais da paisagem” (Prof. Roberto Lobato)

“espaço geográfico é a natureza socializada, pois, muitos fenômenos apresentados como se fossem naturais, são, de fato, sociais” (Prof. Milton Santos)

“o espaço é formado por elementos naturais ou artificiais construídos pelo homem, ou seja, a inter-relação existente entre sociedade e natureza delimitada numa porção da superfície terrestre.” (Prof. Humberto Catuzzo)

Lugar

Base da reprodução da vida (vivência afetiva) e pode ser analisado pela tríade habitante-identidade-lugar. O “não-lugar” são lugares de passagem, como aeroportos, estradas, supermercados, local de trabalho etc., não existindo uma relação ou mesmo uma identidade com o individuo. Local está relacionado a um determinado ponto de um lugar (coordenada geográfica)

Território

Está ligado ao poder, dominação e conquista. O território é todo espaço definido e delimitado por e a partir de relações de poder, podendo ser próximo ou fragmentado, variando de um quarteirão dominado por uma quadrilha de traficantes e/ou até um bloco constituído pelos paises membros da OTAN.

1) O surgimento da Cidade (histórico)

2) A evolução das cidades

a) Sociedades Tribais

b) Sociedades Agrárias

c) Sociedades Industriais

2) A Revolução Industrial como fato histórico preponderante.

TEMAS IMPORTANTES:

1º) Das “Liberdades”

“A metrópole propicia ao indivíduo reter o ‘segredo’ que a comunidade lhe impedia. Amplia-se a gama de alternativas individuais à medida que os sujeitos sentem a possibilidade de cultivar aspectos personalizados e exteriorizar comportamentos despersonalizados. Isto é, a metrópole cria um processo de socialização que facilita ao indivíduo a exteriorização de comportamentos despersonalizados.”

2º) O Papel do Estado

“O papel do Estado relevante seja pela ausência – quando facilita a ocupação caótica do espaço – seja pela presença – quando impõe formas de ocupação – deve ser examinado detidamente em toda sua complexidade.”

3º) Das “Prisões”

“a busca de empregos, da renda ou da mera subsistência significava para o trabalhador uma forma de liberdade – do proprietário da força de trabalho que pode dispor dela livremente no mercado...”

“mostraram eles (Marx e Engels) que a cidade liberta o homem permitindo-lhe trocar o trabalho livremente pela sobrevivência; mas, ao permití-lo, faz com que o valor de seu trabalho lhe escape e submeta...”

“o migrante, que busca a cidade e que a constrói, vai nela encontrar a liberdade e a negação desta liberdade de dispor de si mesmo enquanto força de trabalho (...) Entretanto, estes grandes centros, esgotados em sua capacidade de absorção passam a concentrar uma força de trabalho reserva, além dos limites seguros e controláveis pelo sistema capitalista.”

4°) O Rural e o Urbano

“Urbanização do meio rural”

“Ruralização do meio urbano”

Seria o fim do rural diante da “inovações”?

5º) Segregação Urbana

“uma cidade cujo espaço se estrutura segundo processos de luta em que uns dominam os outros, os grupos se segregam, se ajudam ou se destroem mutuamente.”

“a organização física e ecológica da comunidade exprime e reflete sua organização ocupacional e cultural, enfatizando deste modo afinal o peso da estrutura econômica e do sistema sócio-cultural sobre a forma do espaço.”

“Uma necessidade básica: morar”

As subcidades dormitórios: morar ou alojar-se?

A questão de Brasília em comparação a Ipatinga/MG.

O Homem em trânsito:

Henri Lefebvre distingue três tipos de tempo intervindo na vida cotidiana do trabalhador.

- o tempo livre (descanso)

- o tempo necessário (trabalho)

o tempo imposto (deslocamento)

Profº Marco Abreu

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Para onde vão as cidades?

Artigo escrito por: Marco Abreu e Andressa Guidini
I
Existem hoje no mundo 17 grandes centros urbanos, em 1995 havia 14 deles; em 2015 serão 21. A classificação entre as cidades também vai se alterar. As cinco maiores cidades hoje Tóquio, Cidade do México, São Paulo, Nova Iorque e Mumbai (Bombaim). Em 2015 elas provavelmente serão Tóquio, Daca, Mumbai, São Paulo e Délhi.
Segundo as projeções estatísticas da ONU, em 2025, 61% da população mundial estará vivendo em áreas urbanas. Em 1975, este índice era de 37%. O mais agravante é que das 21 maiores metrópoles do mundo, 14 estão em países subdesenvolvidos. Esse cenário é radicalmente diferente de 50 anos atrás, onde apenas 100 aglomerações urbanas tinham mais de 1 milhão de habitantes, e a maioria se localizava nos países ricos. As atividades essencialmente urbanas, como indústria e comércio, respondem por algo entre 50 e 80% do PIB mundial.
Os dados e projeções apontam para um ritmo intenso de urbanização no início do século XXI. A urbanização acelerada fará com que a população urbana ultrapasse a rural, pela primeira vez na história por volta de 2006. Na América Latina, Ásia e África cresce, cada vez mais, o número de pobres vivendo nas cidades, devido ao processo de globalização, desemprego, a desigualdade e exclusão social; onde a capacidade de prover transporte, habitação, água e esgoto é ineficaz. A renda média domiciliar das cidades dos países industrializados é 38 vezes maior do que a cidades africanas. Há mais telefones em Tóquio que em toda a África (que tem 749 milhões de habitantes).
II
“O processo de urbanização acelerada no mundo está fazendo surgir arquipélagos formado pelas ilhas de modernidade e bem–estar, cercados por um oceano de exclusão, cidades onde impera a miséria” (GOHN, 2003).
Essas “ilhas de modernidade” concentram de tudo o que for preciso para a vida cotidiana, a opulência tecnológica e o consumismo exacerbado são características fundamentais. Muros fortificados atuam como filtros contra invasões externas, onde os grandes condomínios de luxo são totalmente isolados, e preservam a segurança de seus moradores; o isolamento passa a ser um objeto de desejo (ARGULLOL,1994). Por outro lado, encontram-se aglomerações urbanas marginalizadas, desprovidas das oportunidades culturais, educacionais e de emprego (VIANA, 2003). Os conjuntos habitacionais, os guetos e favelas formam as chamadas subcidades, não somente em cidades de países em desenvolvimento, como em muitos grandes centros urbanos, como Los Angeles, Nova Iorque e Paris.
“Ricos e pobres acham-se isolados nos próprios guetos: os ricos atrás dos muros, com segurança privada, e os pobres nas favelas em casa à noite ao som de tiroteios” (ZWINGLE, 2002).
Não se pode dedicar toda essa segregação à falta de planejamento urbano. Segundo a professora de urbanismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, Raquel Rolnik, a maioria das cidades tem seu planejamento, porém, foram os próprios planos que produziram a atual situação.
“O resultado foi a expansão de conjuntos habitacionais de péssima qualidade, que acabaram virando cidades-dormitórios.” (VIANA, 2003).
Como os ricos estão cada vez mais abandonando os centros, os pobres vão sendo empurrados ainda mais longe, nas imensas faixas ao longo dos limites da cidade onde não desfrutam de parques ecológicos, centros culturais e esportivos e outras instituições sociais.
III
Para discutir o futuro das cidades, é impossível não relacioná-las com o processo de globalização. Os anos 1990 trouxeram alterações no papel do Estado. Em um movimento que já havia se iniciado em alguns países desenvolvidos, os Estados subdesenvolvidos reduziram os investimentos estatais e privatizaram empresas públicas - incluindo empresas que forneciam água, energia, transportes e habitação. Com isso, aplicava-se uma política econômica que procurava equilibrar as contas públicas e abrir espaços para mais investimentos vindos de empresas privadas, seguindo as orientações de organismos internacionais como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial. Ao mesmo tempo, os países subdesenvolvidos passaram a contar com uma presença maior de investimentos estrangeiros, através de empresas multinacionais.
O efeito da redução do Estado e da globalização incide diretamente nos direitos sociais, políticos e econômicos dos cidadãos que foram conquistados através das lutas históricas dos trabalhadores. A exclusão social daqueles que não podem pagar pelos serviços - que eram oferecidos pelo Estado e que agora são disponibilizados pelo mercado - favorece as atividades ilegais e a agressão ao meio ambiente. As camadas mais ricas podem usufruir de um padrão de consumo semelhante aos do Primeiro Mundo, mas estão rodeadas pela violência e pelo crime organizado, que crescem na "cidade oculta" (MARICATO, 2002). As especificidades de cada local acabam sendo atropeladas por um modelo de urbanismo gestado nos países do Primeiro Mundo.
“A aceleração da urbanização global, nos últimos 30 anos, dá-se de forma concomitante a um processo de concentração de renda e poder.” (GENRO, 2003)
O Estado enfraquecido não tem capacidade de estabelecer coesão social baseada em valores universais de solidariedade, por isso a nova ordem (ou desordem) está permeada por uma ideologia neoliberal que defende os interesses financeiros em detrimento dos valores fraternos de igualdade.
Dentro da lógica capitalista neoliberal o desemprego é essencial para manter as ofertas de trabalho e conseqüentemente a desvalorização dos salários. Essa instabilidade no mercado de trabalho faz com que populações migrantes, se desloquem constantemente, “destruindo laços históricos, tradições e culturas. Exportam culturas e conflitos, para o espaço das grandes cidades, onde os fragmentos tornam-se unidades que ordinariamente conflitam entre si” (GENRO, 2002).

IV
Segundo a urbanista da Unicamp Maria da Glória Gohn, o antídoto contra o provável caos urbano é o planejamento. Aposta em parcerias entre a sociedade civil e o governo. Preconiza que será necessário coordenar ações locais e iniciativas conjuntas entre cidades de uma mesma região.
“Descentralização, parcerias do governo com a iniciativa privada e participação popular são palavras de ordem e diretrizes preconizadas como solução para os atuais dilemas das cidades. Uma revolução na administração também é proposta: menos burocratas, menor burocracia nos procedimentos de gestão, e maior participação dos cidadãos.” (GOHN, 2003).
O problema da sustentabilidade também deverá ser atacado, ou seja, é preciso criar políticas públicas de criação de empregos para que o desenvolvimento não seja estagnado.
A questão ambiental também é de grande relevância nas cidades (lixo, esgoto, água e poluição atmosférica). GOHN propõe a mudança do combustível e a mudança no motor dos automóveis e dos ônibus.
Todas essas questões urbanas deverão ser analisadas juntamente pelo poder público e pelo chamado terceiro (setor sem fins lucrativos, voltado para questões sociais, composto por ONGs, entidades, associações, movimentos e até algumas pequenas empresas ou cooperativas denominadas cidadãs). GOHN defende a ampliação do chamado “capital social” - uma medida qualitativa que abrange as relações que um indivíduo possui.
Para conter as tensões sócias, deve-se “ampliar a abrangência e a eficiência das políticas sociais que incentivam a sociedade civil a resgatar sua cidadania decidindo prioridades e envolvendo-se na operação de programas públicos.” (GOHN, 2003).

A cidade não pode ser vista como uma simples aglomeração de pessoas separadas por classes sociais ou mesmo como centro nodal de informações, capitais e serviços. O início do século XXI propõe uma nova relação entre os diversos agrupamentos existentes nos centros urbanos. Criar condições para que estes grupos interajam é um desafio. A melhorias dos distritos e periferias, sob a forma centros públicos (parques ecológicos, centros culturais e esportivos) poderá harmonizar as classes sociais, usufruindo igualmente a cidade, em vez de segregar os grupos.

Referências Bibliográficas
  • ARGULlOL, Rafael. A Cidade Turbilhão. In: Revista do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. IPHAN: 1994, p. 59-68
  • GENRO, Tarso. O Futuro das cidades na nova ordem global. In: http://www.comciencia.br/. 2002
  • GOHN, Maria da Glória. O futuro das cidades. Nas redes da Eduação. Revista Eletrônica. Unicamp, 2003
  • GOMES, Paulo César. Introdução. In: A Condição Urbana. Ensaios de Geopolítica da Cidade. Rio de Janeiro, Bertrand Brasil, 2002. 11-39
  • MARICATO, Ermínia. Dimensões da tragédia urbana. In:http://www.comciencia.br. 2002
  • VIANA, Natália. Quem são os sem-teto. Revista Caros Amigos. Rio de Janeiro, janeiro, 2003.20-22
  • ZWINGLE, Erla. Aonde vai todo mundo? In: Revista National Geographic. Brasil. São Paulo, n. 31, p. 106-133, 9. 2002

Por que acontecem as chuvas de granizo?

1 - As tempertauras elevadas e o alto índice de umidade relativa do ar favorecem a formação de nuvens de tempestade.
2 - No interior dessas nuvens, ocorrem intensas correntes de ar, ascendentes e descendentes onde a temperatura fica abaixo de zero grau.
3 - O vapor d’água que está na atmosfera é empurrado para as regiões mais altas das nuvens, onde a temperatura é menor e congela.
4 - Congelando, o vapor adquire um peso maior que a gravidade, precipitando em forma de gelo, fenômeno conhecido como chuva de granizo.
Fonte: Portal UAI/Estado de Minas

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A História das Coisas (The Story of Stuff)

O que é História das Coisas?

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.

História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.

Documentário produzido por Annie Leonard (USA)

Release por Sununga

Assista:

Perspectivas sobre o Aquecimento Global

Presente em quase todos os círculos de discussão do cotidiano, das mesas de bares, dos meios acadêmicos, das televisões e jornais, das igrejas e governos que anunciam a apocalíptica ascensão do mais destemido "mal do século", encontra-se o debate em torno da problemática do aquecimento global. As conseqüências são clarividentes: o aumento médio da temperatura global em 0,6º C aproximadamente, durante o século XX; as variações nas coberturas de neve nas montanhas e áreas geladas; aumento do nível global dos mares; o avanço dos desertos; o recrudescimento do El Niño entre outros fenômenos. Historicamente, o aquecimento global não é nenhuma novidade.

Por volta do século XI da era cristã, durante a Idade Média, o planeta também experimentou um relativo aumento das temperaturas médias. Ainda que, os dados anteriores ao ano de 1860 não sejam tão precisos e que a Idade Média restrinja-se apenas ao continente europeu, podemos perceber e relacionar um fato importante: as altas temperaturas médias da era medieval foram acompanhadas, inversamente proporcionais, ao nível de autonomia do pensamento humano. Naquele momento histórico da Europa, as pessoas mal sabiam ler e escrever e todo ensino estava sob o controle da Igreja e voltado para vida religiosa.

Atualmente, iniciamos o século XXI com a consolidação global do sistema capitalista, a interdependência planetária das economias, a massificação da cultura do consumo, o domínio dos monopólios empresariais em detrimento dos governos e suas leis e da desenfreada degradação dos recursos naturais do planeta. Ou seja, a irracionalidade das sociedades humanas está em voga novamente. Essa irracional e predatória forma de produção capitalista degrada de maneira tão rápida que o discurso do "desenvolvimento que atenda as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender as suas próprias necessidades" passa a ser uma tarefa para o presente. As conseqüências que temíamos para nossos filhos já são atuais. Mas como podemos identificar os elementos causadores do aquecimento global para planejarmos ações preventivas? Eis a questão pertinente que martela nossas cabeças.

A maior parte dos cientistas acredita que as causas são humanas. Os poluentes humanos despejados na atmosfera causam o aumento do efeito estufa. A superfície terrestre funciona como espelho (albedo), ou seja, toda radiação recebida do Sol é devolvida, em parte, para a atmosfera. Os gases responsáveis pelo efeito estufa (vapor de água, dióxido de carbono, ozônio, CFC’s) realizam a mesma função, mas no sentido contrário, ou seja, eles absorvem parte da radiação infravermelha, emitida pela superfície terrestre, e devolvem outra grande parte para a mesma. O grande problema é que a superfície terrestre recebe, da reflexão dos gases poluentes, quase o dobro da energia recebida diretamente da radiação solar. Com isso, a superfície fica superaquecida e não há dissipação de calor suficiente para manter a temperatura num bom nível. É claro que a superfície terrestre precisa dessa devolução de energia para manter a vida no planeta, mas, o problema é que os poluentes atmosféricos aumentam esse efeito de radiação, podendo ser os responsáveis pelo aumento da temperatura média da superfície do planeta. Um pequeno grupo de cientistas, conhecidos como "céticos", não descartam as causas da emissão de gases poluentes que provocam o efeito estufa, mas acreditam que "forças naturais" (astronômicas) e ainda desconhecidas pela comunidade científica são muito mais influentes e explicam a atual desordem no clima planetário.

Se analisarmos do ponto de vista da paleoclimatologia (estudo dos climas pretéritos), o planeta já passou por períodos de aquecimentos e resfriamentos extremos, durante a sua existência. A dualidade causal (homem X natureza) encontra-se no cerne da discussão. Como diria o geógrafo Milton Santos, nós estamos num período de aceleração da história, de mudanças rápidas e profundas. De mudanças na forma de pensar, agir e interagir. O avanço das técnicas altera as formas de percepção do mundo e, conseqüentemente, as relações de interdependência homem-meio. Estaremos então entrando num período natural de aquecimento do planeta? Ou as ações humanas têm contribuído para a aceleração das alterações bruscas de temperatura global? Como frear a dissipação da paisagem urbano-industrial e da paisagem agrícola mecanizada em nosso planeta? Podemos recorrer a "hipótese de Gaia" para tentar dar resposta a alguns questionamentos.

A teoria de Gaia sustenta a tese de que o planeta é um ser vivo. Para os defensores dessa teoria, é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem. O cantor Raul Seixas conseguiu ilustrar muito bem esse pensamento num trecho da música "As Aventuras De Raul Seixas na Cidade de Thor". Observe:

"Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não agüenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo
"

O cachorro é o planeta Terra e as pulgas são os seres humanos. Pulgas, assim como os homens, são parasitas externos que se alimentam de outros seres vivos. Como se não bastasse as doenças transmitidas pelas pulgas, a sua presença causa grande incômodo sobre a pele dos animais, podendo, até mesmo, desenvolver alergias. Para além dos efeitos, faz-se interessante observar o efeito que os mesmos causam na humanidade, tanto subjetivamente (o pensamento) quanto em suas consequências (o convívio do homem com o meio socio-ambiental e com sua própria subjetividade). Diante do "livrar das pulgas", que é inevitável, como a pulga, consciente disso, comportar-se-á? O "desespero" diante de um destino absurdo (o fim) promove uma série de consequências: como por exemplo o ativismo. Agir em prol de mudanças, como fazem grupos de defesa ambiental (greenpace, earthfirst e demais subculturas que não são, necessariamente, ONG's). Isso soma-se à consciência ambiental de diversas camadas sociais. Portanto, é comum ver pessoas recriminando o ato de, por exemplo, jogar lixo no chão; Por outro lado, diante de um fim iminente (da Terra, com ou sem esse ativismo, que nada mais faz que retardar o processo naturalmente inevitável do "saculejar-se" dos homens), o ativismo, em grande ou pequena escala, em direção "n" ou "d", não provoca nenhum efeito no resultado final do processo de "saculejo", portanto, não salvará as vidas das "pulgas" que estão se mobilizando para tal (uma vez que o ativismo não é por "amor à Terra", mas para não ser "saculejado" por ela). Essa ação desesperadora se envereda pelo desespero do "fim do mundo" (entenda-se como um fim da espécie humana), perdendo todo o sentido de ser. Contudo há, ainda, a vida. E só pode se desesperar alguém que, além de vivo, preza pela vida. Dessa forma, aquele que, vivo, desespera-se ou resigna-se diante de um findar de sua existência (e espécie) não é extrínseco à existência e pode, indiferente às probabilidades de conquista, agir em função de melhorias (se não do meio socio-ecológico em que vive, se sua própria convivência com seu Eu), e isto dá-se, inevitavelmente, pelo agir (já que o conformar-se, resignado, implicaria em um tédio suicida).

Há ainda os mais otimistas que afirmam que o problema do aquecimento global pode, por outro lado, nos oferecer uma grande oportunidade de resolver o problema da guerra e da pobreza. A natureza é um ser vivo, ela é sistêmica, cíclica e imprevisível. Suas reações sintomáticas não são isoladas. Não há possibilidade de resolução do problema sem uma ação global conjunta. Para os otimistas, somente as ações individuais dessa grande massa humana que formam a "teia da vida" somadas a políticas de planejamento de alcance mundial atenuarão o problema (com a formação de vários comitês e conselhos locais). A velha "boa-nova" do cooperativismo e do pacifismo ressurgir-se-á de uma crise. Os otimistas acreditam que os sistemas de sáude, políticas de educação e habitação, atividades econômicas, artes e entretenimento deverão assumir um caráter sustentável. O cooperativismo internacional democratizará esses recursos? Veremos!

por Marco Tráfico e Ogäit Borderline

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Geografia: aprender agora é show

Geografia para vestibulandos.

Para você que deseja aprender geografia ouvindo música, essa é uma boa pedida. Ou você, professor, que quer ilustrar melhor suas aulas.

Lista:

01 - Relevo
02 - Movimentos Tectônicos
03 - Zonas Climáticas
04 - Fitogeografia do Brasil
05 - Dinâmica da População
06 - Migrações
07 - Urbanização
08 - Dinâmica Industrial
09 - Sistemas Agrários
10 - Fontes de Energia
11 - Globalização

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