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quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Animações e Jogos on-line

aprender é legal

Para você professor (a) que deseja levar seus alunos para participarem de uma aula no laboratório de informática da escola, esse site pode ajudar bastante.

São 200 jogos sobre diversos assuntos de GEOGRAFIA:

Acesse agora:

http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?lista=geografia

O site disponibiliza, também, animações e jogos sobre MEIO AMBIENTE:

http://www.atividadeseducativas.com.br/index.php?lista=meio-ambiente

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Surplus: Terrorized Into Being Consumers

Release por Helena Novais (12/10/2008)

Fonte: Cine Players

Longe de ser apenas uma crítica ao consumismo ou a sistemas políticos, Surplus, documentário sueco, dirigido pelo italiano Erik Gandini em 2003, é um olhar sobre o jeito de ser e de viver da humanidade. Largamente divulgado pela Internet, este trabalho coloca em discussão não apenas a vida em sociedade e a ordem estabelecida, como também a própria essência humana.

As necessidades dos homens, as maneiras de reagir a elas e as formas de controle social acabam por comprometer todo o ecossistema terrestre, sem exceção às relações humanas. Nenhuma discussão está mais na ordem do dia do que o equilíbrio socioambiental e ainda antes de Davis Guggenheim e seu Uma Verdade Inconveniente (2006), Gandini levava o tema às últimas conseqüências. Surplus mostra que tanto no capitalismo, como no socialismo, os homens tomam parte de sistemas cuja existência os antecede, mas que estabelecem modos de viver e de pensar, mantendo-os atados, como peças de um jogo maior, cuja função é a manutenção da ordem estatal.

Assim, saem de foco os sistemas político-econômicos em si. Os holofotes são direcionados para aquilo que os sustenta. O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, Steve Ballmer e Bill Gates, executivos da Microsoft, aparecem defendendo a ideologia neoliberal, o capitalismo, o consumismo. Por outro lado, Gandini enfoca o modo de vida socialista, instalado em Cuba por Fidel Castro que surge defendendo sua ideologia não consumista. São dois sistemas opostos, porém ambos se utilizam dos meios de comunicação para divulgar mensagens que padronizam pensamentos, subjulgando corações e mentes, transformando indivíduos em parceiros que garantem a manutenção dos sistemas.

Fazendo analogia à influência da indústria cultural e à forma como é utilizada a linguagem midiática, Gandini adota o ritmo dos vídeo clips. Mescla cenas de palestras, discursos, entrevistas e reportagens jornalísticas em uma edição onde imagens se alternam em sintonia com a trilha sonora de sons eletrônicos. Imagem e ritmo se complementam em uma mistura que soa moderna e revela a intenção do diretor. Ele usa o próprio meio (áudio e vídeo) para chamar a atenção para o poder da mídia, disponível aos governos ou às corporações que ditam ideologias e comportamentos.

Por outro lado, se o discurso utilizado pelos capitalistas também sai da boca dos socialistas, tudo acaba no mesmo. E este “tudo” se refere à relação entre dominadores e dominados. A visão pessimista de Gandini se resume em: o homem é um ser de necessidades, na busca por satisfazê-las criou formas de organização social e, no interior delas, desenvolveu formas de dominação que mantém tudo e todos atrelados à ordem estabelecida, seja consciente ou inconscientemente. O sistema que exaure os recursos naturais, que beneficia os países desenvolvidos e cede aos países do terceiro mundo seus restos é criação dos homens e se mantém por cooperação deles. É um soco na boca do estômago de quem acha que não tem nada a ver com isso!

John Zerzan (o anarquista norte-americano que ganhou destaque a partir da década de 1980), e sua proposta fundamentada no retorno ao primitivismos caem no vazio diante da livre servidão humana a suas próprias necessidades. Gandini reafirma Freud que entende o homem como um ser “fadado à insatisfação”, pois está sempre buscando, sempre à procura sem nunca se complementar.

Ao retornar ao primitiviso o homem retomaria o anseio pelo desenvolvimento, e possivelmente, à sistemas de controle social, aos conflitos de classes, ao consumo irracional de recursos naturais, à injustiça social, às relações entre dominadores e dominados. O que Gandini não oferece é a pista para uma saída segura. Assim, escapa à pretensão das soluções fáceis e coloca a solução do impasse sob a responsabilidade de cada um.

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Soja: em nome do progre$$o

Documentário produzido pelo Greenpeace com direção de Todd Southgate. O vídeo mostra os problemas sócio-ambientais (desmatamento, incêndio, grilagem, violência contra posseiros e nativos) causados pela expansão da fronteira agrícola da soja na Amazônia brasileira.

A expansão desse agronegócio é motivada pelas por empresas multinacionais que oferecem crédito fácil e mercado consumidor amplo. Os "sojeiros" do sul do país estão invandindo a Amazônia, comprando terras a preços irrisórios e expulsando inúmeros trabalhadores rurais para as grandes cidades da região.

O vídeo tem como case a cidade de Santarém, no Pará, onde a multinacional Cargill construiu o seu porto graneleiro. “Soja, Em Nome do Progre$$o” ganhou o prêmio de votação popular na II Mostra Internacional de Cinema Ambiental (Midcam), em 2006.

Assista versão de 15 minutos:

Assista a versão completa (40 minutos):

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

A História das Coisas (The Story of Stuff)

O que é História das Coisas?

Da extração e produção até a venda, consumo e descarte, todos os produtos em nossa vida afetam comunidades em diversos países, a maior parte delas longe de nossos olhos.

História das Coisas é um documentário de 20 minutos, direto, passo a passo, baseado nos subterrâneos de nossos padrões de consumo.

História das Coisas revela as conexões entre diversos problemas ambientais e sociais, e é um alerta pela urgência em criarmos um mundo mais sustentável e justo.

História das Coisas nos ensina muita coisa, nos faz rir, e pode mudar para sempre a forma como vemos os produtos que consumimos em nossas vidas.

Documentário produzido por Annie Leonard (USA)

Release por Sununga

Assista:

Perspectivas sobre o Aquecimento Global

Presente em quase todos os círculos de discussão do cotidiano, das mesas de bares, dos meios acadêmicos, das televisões e jornais, das igrejas e governos que anunciam a apocalíptica ascensão do mais destemido "mal do século", encontra-se o debate em torno da problemática do aquecimento global. As conseqüências são clarividentes: o aumento médio da temperatura global em 0,6º C aproximadamente, durante o século XX; as variações nas coberturas de neve nas montanhas e áreas geladas; aumento do nível global dos mares; o avanço dos desertos; o recrudescimento do El Niño entre outros fenômenos. Historicamente, o aquecimento global não é nenhuma novidade.

Por volta do século XI da era cristã, durante a Idade Média, o planeta também experimentou um relativo aumento das temperaturas médias. Ainda que, os dados anteriores ao ano de 1860 não sejam tão precisos e que a Idade Média restrinja-se apenas ao continente europeu, podemos perceber e relacionar um fato importante: as altas temperaturas médias da era medieval foram acompanhadas, inversamente proporcionais, ao nível de autonomia do pensamento humano. Naquele momento histórico da Europa, as pessoas mal sabiam ler e escrever e todo ensino estava sob o controle da Igreja e voltado para vida religiosa.

Atualmente, iniciamos o século XXI com a consolidação global do sistema capitalista, a interdependência planetária das economias, a massificação da cultura do consumo, o domínio dos monopólios empresariais em detrimento dos governos e suas leis e da desenfreada degradação dos recursos naturais do planeta. Ou seja, a irracionalidade das sociedades humanas está em voga novamente. Essa irracional e predatória forma de produção capitalista degrada de maneira tão rápida que o discurso do "desenvolvimento que atenda as necessidades do presente sem comprometer a capacidade das futuras gerações de atender as suas próprias necessidades" passa a ser uma tarefa para o presente. As conseqüências que temíamos para nossos filhos já são atuais. Mas como podemos identificar os elementos causadores do aquecimento global para planejarmos ações preventivas? Eis a questão pertinente que martela nossas cabeças.

A maior parte dos cientistas acredita que as causas são humanas. Os poluentes humanos despejados na atmosfera causam o aumento do efeito estufa. A superfície terrestre funciona como espelho (albedo), ou seja, toda radiação recebida do Sol é devolvida, em parte, para a atmosfera. Os gases responsáveis pelo efeito estufa (vapor de água, dióxido de carbono, ozônio, CFC’s) realizam a mesma função, mas no sentido contrário, ou seja, eles absorvem parte da radiação infravermelha, emitida pela superfície terrestre, e devolvem outra grande parte para a mesma. O grande problema é que a superfície terrestre recebe, da reflexão dos gases poluentes, quase o dobro da energia recebida diretamente da radiação solar. Com isso, a superfície fica superaquecida e não há dissipação de calor suficiente para manter a temperatura num bom nível. É claro que a superfície terrestre precisa dessa devolução de energia para manter a vida no planeta, mas, o problema é que os poluentes atmosféricos aumentam esse efeito de radiação, podendo ser os responsáveis pelo aumento da temperatura média da superfície do planeta. Um pequeno grupo de cientistas, conhecidos como "céticos", não descartam as causas da emissão de gases poluentes que provocam o efeito estufa, mas acreditam que "forças naturais" (astronômicas) e ainda desconhecidas pela comunidade científica são muito mais influentes e explicam a atual desordem no clima planetário.

Se analisarmos do ponto de vista da paleoclimatologia (estudo dos climas pretéritos), o planeta já passou por períodos de aquecimentos e resfriamentos extremos, durante a sua existência. A dualidade causal (homem X natureza) encontra-se no cerne da discussão. Como diria o geógrafo Milton Santos, nós estamos num período de aceleração da história, de mudanças rápidas e profundas. De mudanças na forma de pensar, agir e interagir. O avanço das técnicas altera as formas de percepção do mundo e, conseqüentemente, as relações de interdependência homem-meio. Estaremos então entrando num período natural de aquecimento do planeta? Ou as ações humanas têm contribuído para a aceleração das alterações bruscas de temperatura global? Como frear a dissipação da paisagem urbano-industrial e da paisagem agrícola mecanizada em nosso planeta? Podemos recorrer a "hipótese de Gaia" para tentar dar resposta a alguns questionamentos.

A teoria de Gaia sustenta a tese de que o planeta é um ser vivo. Para os defensores dessa teoria, é a vida da Terra que cria as condições para a sua própria sobrevivência, e não o contrário, como as teorias tradicionais sugerem. O cantor Raul Seixas conseguiu ilustrar muito bem esse pensamento num trecho da música "As Aventuras De Raul Seixas na Cidade de Thor". Observe:

"Buliram muito com o planeta
E o planeta como um cachorro eu vejo
Se ele já não agüenta mais as pulgas
Se livra delas num sacolejo
"

O cachorro é o planeta Terra e as pulgas são os seres humanos. Pulgas, assim como os homens, são parasitas externos que se alimentam de outros seres vivos. Como se não bastasse as doenças transmitidas pelas pulgas, a sua presença causa grande incômodo sobre a pele dos animais, podendo, até mesmo, desenvolver alergias. Para além dos efeitos, faz-se interessante observar o efeito que os mesmos causam na humanidade, tanto subjetivamente (o pensamento) quanto em suas consequências (o convívio do homem com o meio socio-ambiental e com sua própria subjetividade). Diante do "livrar das pulgas", que é inevitável, como a pulga, consciente disso, comportar-se-á? O "desespero" diante de um destino absurdo (o fim) promove uma série de consequências: como por exemplo o ativismo. Agir em prol de mudanças, como fazem grupos de defesa ambiental (greenpace, earthfirst e demais subculturas que não são, necessariamente, ONG's). Isso soma-se à consciência ambiental de diversas camadas sociais. Portanto, é comum ver pessoas recriminando o ato de, por exemplo, jogar lixo no chão; Por outro lado, diante de um fim iminente (da Terra, com ou sem esse ativismo, que nada mais faz que retardar o processo naturalmente inevitável do "saculejar-se" dos homens), o ativismo, em grande ou pequena escala, em direção "n" ou "d", não provoca nenhum efeito no resultado final do processo de "saculejo", portanto, não salvará as vidas das "pulgas" que estão se mobilizando para tal (uma vez que o ativismo não é por "amor à Terra", mas para não ser "saculejado" por ela). Essa ação desesperadora se envereda pelo desespero do "fim do mundo" (entenda-se como um fim da espécie humana), perdendo todo o sentido de ser. Contudo há, ainda, a vida. E só pode se desesperar alguém que, além de vivo, preza pela vida. Dessa forma, aquele que, vivo, desespera-se ou resigna-se diante de um findar de sua existência (e espécie) não é extrínseco à existência e pode, indiferente às probabilidades de conquista, agir em função de melhorias (se não do meio socio-ecológico em que vive, se sua própria convivência com seu Eu), e isto dá-se, inevitavelmente, pelo agir (já que o conformar-se, resignado, implicaria em um tédio suicida).

Há ainda os mais otimistas que afirmam que o problema do aquecimento global pode, por outro lado, nos oferecer uma grande oportunidade de resolver o problema da guerra e da pobreza. A natureza é um ser vivo, ela é sistêmica, cíclica e imprevisível. Suas reações sintomáticas não são isoladas. Não há possibilidade de resolução do problema sem uma ação global conjunta. Para os otimistas, somente as ações individuais dessa grande massa humana que formam a "teia da vida" somadas a políticas de planejamento de alcance mundial atenuarão o problema (com a formação de vários comitês e conselhos locais). A velha "boa-nova" do cooperativismo e do pacifismo ressurgir-se-á de uma crise. Os otimistas acreditam que os sistemas de sáude, políticas de educação e habitação, atividades econômicas, artes e entretenimento deverão assumir um caráter sustentável. O cooperativismo internacional democratizará esses recursos? Veremos!

por Marco Tráfico e Ogäit Borderline