quinta-feira, 23 de julho de 2009
Amor, Ódio e Desprezo.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Geoaulas em power point (Ed. Saraiva)
- As paisagens do Brasil;
- As paisagens e o espaço geográfico;
- Capitalismo e formação do espaço mundial;
- Formação territorial e questões ambientais;
- Geopolítica atual;
- Geopolítica e economia mundial;
- Globalização;
- Globalização II;
- Lugar, espaço geográfico e sociedade;
- Regionalização do Brasil;
- Revolução técnico-científica;
- Universo e sistema solar;
- Planeta Terra: características e movimentos;
- A paisagem natural brasileira e a questão ambiental;
- A divisão Norte-Sul;
- Europa: quadro natural;
- Orientação no espaço geográfico;
- Planeta Terra: características e movimentos;
- Regionalização do Brasil;
- Representação do espaço geográfico;
- Revolução técnico-científica;
- Rússia e CEI;
- Sociedade de Consumo e Desenvolvimento Sustentável;
- O Universo e o Sistema Solar;
- Urbanização.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
Regrinhas para resolver exercícios de fusos horários
1º Leia o enunciado da questão e identifique a cidade-origem (aquela que o exercício já apresenta a hora local) e a cidade-destino (aquela que o enunciado deseja que você descubra a hora certa). Veja o exemplo:
(UFJF) Em função dos fusos horários observados no território brasileiro, quando, na cidade de Recife (GMT: –3), forem 6h, quantas horas serão na cidade de Porto Velho (GMT: –4), não considerando o horário de verão?
cidade-origem: Recife-PE
cidade-destino: Porto Velho-RO
2º Em seguida, descubra a diferença de fusos entre essas duas localidades, aplicando a seguinte regra:
GMT + com GMT + ==> SUBTRAIA (menos)
GMT – com GMT – ==> SUBTRAIA (menos)
GMT + com GMT – ==> SOME (mais)
No exercício citado acima, temos:
GMT – com GMT –, portanto, subtraia:
4 – 3 = 1
A diferença entre Recife e Porto Velho é de apenas 1 fuso horário.
3º Depois de calculada a diferença de fusos, deve-se descobrir se o(s) fuso(s) horário(s) são adiantados ou atrasados em relação a cidade-origem.
Em direção ao leste ==> fusos adiantados (soma)
Em direção ao oeste ==> fusos atrasados (subtração)
W (oeste) ________________ (leste) E
– atrasados _________ adiantados +
No exercício citado acima, temos um deslocamento em direção ao oeste, portanto devemos subtrair 1 fuso horário à hora local da cidade-origem.
W (oeste) ... - 8, - 7, - 6, - 5, - 4, - 3, - 2, - 1, 0, + 1, + 2... E (leste)
4º No fim, deve-se somar ou subtrair o(s) fuso(s) à hora da cidade-origem, apresentada na questão.
6h (hora do Recife) – 1 (fuso horário) = 5h (hora de Porto Velho)
Exercício resolvido
O jogo “Brasil x Austrália” da Copa do Mundo da Alemanha será exibido aqui no Brasil (horário de Brasília: GMT: – 3) no dia 18 de junho às 13 horas. A que horas os jogadores entrarão em campo no horário alemão (GMT: + 1)?
localidade-origem: Brasil (GMT: – 3)
localidade-destino: Alemanha (GMT: + 1)
GMT – com GMT +, portanto, soma-se: 3 + 1= 4
Deslocamento em direção ao leste, portanto, soma-se:
W (oeste) ... - 5, - 4, - 3, - 2, - 1, 0, + 1, + 2... E (leste)
13h (horário do Brasil) + 4h (fusos horários) = 17h (horário da Alemanha)
QUESTÕES ENVOLVENDO GRAUS
Simples: basta transformar os graus em GMT.
Para isso divida-o por 15º e se for W (oeste), o GMT será negativo (–), se for E (leste), o GMT será positivo (+).
Exercícios resolvidos
(FUVEST) A cidade de São Paulo está situada no fuso horário 45 graus oeste. Quando em São Paulo forem 13 horas, que horas serão numa cidade localizada no fuso 75 graus Leste?
Transformando graus em GMT:
São Paulo: 45ºW ÷ 15º = GMT –3
Outra cidade: 75ºE ÷ 15°= GMT +5
cidade-origem: São Paulo (GMT: –3)
cidade-destino: outra cidade (GMT: + 5)
GMT – com GMT +, portanto, soma-se: 3 + 5= 8
Deslocamento em direção ao leste, portanto, soma-se:
W (oeste) ... - 5, - 4, - 3, - 2, - 1, 0, +1, + 2, +3, +4, +5, +6... E (leste)
13h (horário de São Paulo) + 8h (fusos horários) = 21h (horário da outra cidade)
(UEG 2005) Um avião decolou do aeroporto da cidade A (45°W) às 7 horas com destino à cidade B (120°W). O vôo tem duração de oito horas. Que horas serão na cidade B quando o avião pousar?
Transformando graus em GMT:
Cidade A: 45ºW ÷ 15º = GMT –3
Cidade B: 120ºW ÷ 15°= GMT –8
cidade-origem: A (GMT: –3)
cidade-destino: B (GMT: –8)
GMT – com GMT –, portanto, subtrai-se: 8 – 3 = 5
Deslocamento em direção ao oeste, portanto, subtrai-se:
W (oeste) ... - 9, - 8, - 7, - 6, - 5, - 4, - 3, - 2, - 1, 0, +1, + 2,... E (leste)
7h (horário da cidade A) – 5h (fusos horários) + 8h (duração do vôo) =
10h (horário da cidade B quando o avião aterrissar)
segunda-feira, 30 de março de 2009
Mundo Global visto do lado de cá.
ENCONTRO COM MILTON SANTOS
Gênero: Documentário
Duração: 89 minutos
Direção: Silvio Tendler
DOWNLOAD:
Última entrevista gravada com o professor Milton Santos no dia 4 de janeiro 2001. Num total de nove partes, o vídeo aborda a temática da globalização e seus efeitos, sobretudo, nos países subdesenvolvidos do planeta.
Parte 1 (Introdução)
Nessa primeira parte, é feito um resgate histórico do processo globalizatório divido em: a primeira globalização (iniciada no século XVI a partir das grandes navegações marítimas) e a segunda globalização (intensificada no final do século XX, após o colapso do mundo socialista, a queda das barreiras, o advento da terceira revolução industrial e construção de um espaço “fluido”).
O vídeo exemplifica as desigualdades sociais entre os países e como estas se intensificaram após a consolidação da globalização.
Para Milton Santos, existem três mundos:
O mundo tal como nos fazem vê-lo: a globalização como fábula.
O mundo tal como ele é: a globalização como perversidade.
E o mundo tal como ele pode ser: o mundo como possibilidade... “uma OUTRA globalização.
Frase bacana: "o consumismo é o maior dos fundamentalismos" Milton Santos
Parte 2 (Neoliberalismo)
Nessa segunda parte, o vídeo mostra as conseqüências desastrosas do receituário neoliberal do Consenso de Washington para a América Latina. Em Quito (Equador), em Cochabamba e La Paz (Bolívia), em Buenos Aires (Argentina) e no Rio de Janeiro (Brasil) pessoas se revoltam contra a desnacionalização de suas economias e a onda de desemprego e falências.
Para Milton Santos, as empresas transnacionais, consideradas “centros-frouxos”, fogem ao controle dos Estados, desorganizam os territórios e não se comprometem com a realidade social dos países. Essa produção descentralizada (fábrica global) é exemplificada, no vídeo, com o caso da empresa estadunidense Boeing que recebe componentes de seus aviões de mais de 300 fornecedores do mundo inteiro.
Frase bacana: “A ilusão da moeda controlada e do consumo forte anestesiou a população mediante as “privatizações-saques”. (“saques” por minha conta)
Parte 3 (Desemprego, Fome e Água)
Nessa terceira parte, o vídeo denuncia a perversidade da exploração do trabalho no mundo globalizado. Empresas como a Nike, por exemplo, espalham-se mundo a fora em busca de mão-de-obra extremamente barata e custos baixos para a produção e geram, com isso, desemprego em seu país de origem. Com a globalização, o desemprego aumentou assustadoramente, os pobres ficaram ainda mais pobres e a classe média perdeu em qualidade de vida. Hoje, 1,5 bilhão de pessoas vive com menos de US$ 1,00 ao dia.
Para Milton Santos, o planeta consegue produzir uma quantidade suficiente para alimentar todas as pessoas. O problema não é a quantidade de comida, mas como está distribuída. São os mecanismos globais é que decidem quem deve ou não comer.
O vídeo aborda a questão da privatização da água por algumas empresas transnacionais e os movimentos sociais que contestam, afirmando que á água é um bem global.
Frase bacana: “A humanidade se divide em dois grupos: o grupo dos que não comem e o grupo dos que não dormem, com medo da revolta dos que não comem”. Josué de Castro.
Parte 4 (Imigração e o poder da mídia)
A maior contradição da globalização é apresentada nesse vídeo: a livre circulação de mercadorias, informações e capitais contrasta com os sólidos muros da internacional capitalista que impede a circulação dos indivíduos em busca de emprego, comida, água e paz. EUA e Europa travam guerras constantes para evitar a entrada de imigrantes em seus territórios.
Outra abordagem do vídeo é o poder midiático como ideologia sustentadora da globalização-fábula. Seis empresas controlam 90% da mídia mundial. Os acontecimentos noticiados são interpretados de acordo com interesses predeterminados, uma vez que as agências de notícia pertencem às grandes empresas. Esses meios de comunicação erigiram o livre mercado como pensamento único, como motor da globalização econômica e, assim, anunciaram o fim da história.
Para Milton Santos, esses meios de comunicação controlam de maneira extremamente eficaz a interpretação das coisas que se passam no mundo. A repetição servil dos textos e das imagens não nos permite aferir as notícias.
Frase bacana: “A informação é o grande instrumento da grande finança, instrumento do processo de globalitarismo e de formas totalitárias de vida”. Milton Santos
Parte 5 (A técnica como plataforma para a liberdade)
Essa parte mostra como novas técnicas contribuem para a emancipação das comunidades indígenas, as comunidades periféricas e os movimentos populares. O acesso aos novos meios de telecomunicação, microeletrônica e informática (telemática) proporcionam a criação de novas formas mobilização na periferia.
Para Milton Santos, podemos ser universais sem perder a nossa cultura, sem deixar de sermos “indígenas”. A possibilidade de acesso aos meios da telemática possibilita à periferia criar novas formas de inventar/reinventar o mundo, formar opinião e debater assuntos centrais.
Parte 6 (A Revanche da Cultura Popular)
Nessa parte, o documentário expõe uma verdadeira rebelião da cultura popular sobre a cultura de massa utilizando instrumentos que, originalmente, foram criados no berço da cultura padronizada.
Para Milton Santos, “o mundo como possibilidade” só poderá ser construído pelos atores de baixo (populações pobres, países pobres e continentes pobres). Combates silenciosos estão sendo travados nos bastidores da geopolítica mundial: o fortalecimento do islã, a revolução educacional da Índia e o sucesso econômico da China, que combina planejamento estatal com mecanismos de mercado.
Parte 7 (Os olhares do sul)
Intelectuais africanos e latino-americanos afirmam que esses dois continentes podem oferecer ao mundo uma possibilidade de coexistência pacífica, de alternativas à sociedade de consumo que alimenta as guerras e dizima populações.
Para Milton Santos, nós devemos pensar esse mundo novo a partir de nós mesmos. Devemos deixar de imitar os europeus e os norte-americanos e construir nossa visão de mundo Afirma que existe a ética dos poderosos (que não é uma ética), a ética dos que não tem nada e a ética dos desesperados que encontram na violência o caminho para a mudança. A ética dos poderosos encontra respaldo no direito e nas decisões judiciais, porém, a ética dos pobres começa a ganhar voz na sociedade e criar bases históricas para uma mudança eficaz que atenda a maioria.
Parte 8 (Polifonia Política)
Nessa parte, o vídeo apresenta a forma de organização do maior movimento social do Brasil: o MST. Demonstra como o movimento criou novas formas de solidariedade e cidadania através de novos mecanismos de reivindicação. Com o fracasso da democracia, os movimentos populares optaram pela ação direta, pela invasão das ruas, dos prédios públicos e das fazendas improdutivas como forma de protesto.
Para Milton Santos, apesar das formas organizadas e desorganizadas de reivindicação, somente através do Estado é que as mudanças virão. Santos descarta o papel das ONG’s e do terceiro setor, uma vez que estes atendem somente a determinados setores da sociedade. O Estado é que está imbuído de realizar as mudanças socializantes, porque as fontes criadoras de desigualdades sociais foram engendradas por meio deste.
Frases legais:
“Nós, a classe média, não queremos direitos, queremos privilégios”. Milton Santos
“Feita a revolução nas escolas, o povo a fará nas ruas”. Florestan Fernandes
Parte 9 (Por uma outra Globalização)
Para Milton Santos, a globalização é uma forma de totalitarismo, assim como o nazifacismo. A sociedade atual afirma a liberdade e, ao mesmo tempo, a nega. Formas de ação que fogem do padrão são rapidamente censuradas e punidas. A globalização produz esse globalitarismo, que existe para reproduzir a globalização.
Uma outra globalização é possível se nós estivermos dispostos a transgredir os valores da globalização perversa para que possamos construir uma humanidade solidária.
domingo, 8 de março de 2009
Aprisionados por promessas
A escravidão contemporânea no campo brasileiro
Vídeo produzido pela CPT - Comissão da Pastoral da Terra -, que aborda o trabalho escravo contemporâneo no Brasil. A partir de depoimentos de trabalhadores, o vídeo mostra como funciona a armadilha dos grandes fazendeiros e donos de carvoaria para aliciar e escravizar inúmeros trabalhadores rurais. O vídeo ainda sugere ações para a erradição do trabalho escravo no Brasil como a expropriação das fazendas e o corte nos créditos rurais.
Esse vídeo pode ser usado em aulas de Geografia Agrária ou Espaço Rural brasileiro.
Ficha Técnica
Gênero: documentário
Produção, Direção, Roteiro e Imagens: Comissão Pastoral da Terra (CPT), Centro pela Justiça e o Direito Internecional (Cejil) e Witness
Edição: Anne Checler
Formato: digital
Duração: 16′30
País: Brasil
Ano: 2006